sábado, 25 de julho de 2009

Hugo França - Um ecodesigner





Troncos de pequi semi quimados, canoas abandonadas e raízes de grandes árvores encontradas em Trancoso, no sul da Bahia são a matéria prima para os móveis e objetos escultórios de Hugo França.
Designer que transforma materiais destinados ao abandono em peças únicas e de rara beleza como mesas, cadeiras, espreguiçadeiras e esculturas.

A utilização de resíduos florestais para a produção da peça demanda buscas constantes nas matas da região de Trancoso(BA).Nesses percursos feito a pé, de jegue e de canoa, Hugo França conta com ajuda de indígenas e mateiros locais além de conhecimento da região que ele próprio adquiriu nos 15 anos em que morou no litoral sul baiano.
Desde que não tenham sofrido danos irreversíveis, todas as partes da árvore encontradas podem ser utilizadas.Durante todo o processo do desenvolvimento da peça, as formas e as texturas naturais são valorizadas de modo que as esculturas mobiliárias remetam sempre àquela que lhe deu origem:a àrvore.




quarta-feira, 8 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Belle Époque

Os italianos do escritório IOSA GHINI ASSOCIATI tranformaram o hotel Boscolo Exedra em Nice,Fança.O conceito foi criar uma versão contemporânea da Belle Époque,onde permanece sobre a principal avenida da cidade,num prestigiado edifício histórico,construído no século 20.Na sua nova aparência mantendo suas características arquitetônicas,espaços que combinam perfeitamente com elegância as soluções de design contemporâneo.




Confortáveis materiais foram utilizados para mesclar os dois estilos, que evocam a rica atmosfera.Desenhos feitos em formas orgânicas, iluminando superfícies e instalações ao longo das paredes e tetos em vários andares, ressaltando as qualidades do espaço.


O bar escultural, feito em Corian branco,transformado em uma ambientação futurista.


Várias vigas são distribuidas no hotel em forma de tronco de árvore.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Artista plástico e ambientalista Frans Krajcber

A natureza como matéria prima essencial.

Krajcberg diz: “A minha preocupação é penetrar mais na natureza. Há artistas que se aproximam da máquina; eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica. Não procuro a paisagem, mas o material. Não copio a natureza”.




O artista nasceu na Polônia, em 1921. Conta que viveu os horrores da Segunda Guerra Mundial quando lutou no exército contra a Alemanha nazista. Estudou engenharia na Polônia e artes na Alemanha e mudou-se para Paris. Lá, seu amigo e também artista Marc Chagall o incentivou a viajar para o Brasil. Desembarcou no Rio de Janeiro com 27 anos. Não conhecia ninguém, não sabia falar a língua e, para piorar, estava sem dinheiro. Dormiu ao relento durante uma semana, na praia do Flamengo. E partiu para São Paulo, onde trabalhou como operário no Museu de Arte Moderna, na primeira Bienal de São Paulo e como auxiliar do pintor Alfredo Volpi. Foi até o interior do Paraná para trabalhar como engenheiro-desenhista nas indústrias de um fabricante de papéis (que ironicamente utiliza madeira em sua produção). Abandonou o emprego para se isolar nas matas paraenses e se dedicar à pintura.
O artista, então, nasceu pela segunda vez. Cresci neste mundo chamado natureza, mas foi no Brasil que ela me provocou um grande impacto. Eu a compreendi e tomei consciência de que sou parte dela, diz. Ali, no interior do Paraná, o artista encontra inúmeros desmatamentos e queimadas na fl oresta. As árvores retorcidas lembravam os corpos calcinados que tinha visto na guerra. Desde então, o que faço é denunciar a violência contra a vida.

Cada descoberta de matéria bruta é um momento de alegria para Frans Krajcberg pois ele pode começar novas experimentações.
Desde os anos 80, as madeiras queimadas retiradas da floresta amazônica se tornaram o ponto principal de suas obras. Frans Krajcberg recolhe troncos, cipós, raízes, todo material natural calcinado, para os transformar em objetos de arte.

"Minha obra é um manifesto. Eu mostro o que vi ontem no Mato Grosso, na Amazônia ou na Bahia. Eu mostro a violência contra-natureza feita à vida. A destruição tem formas ainda que ela fale do inexistente. Eu não procuro fazer esculturas. Eu procuro formas ao meu grito. Pintar a música pura não é facil. Como fazer gritar uma escultura como uma voz ?"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Histórico e contemporâneo







O hotel Andel's na Polônia, localizado em uma antiga fábrica têxtil,foi todo revitalizado.Mantendo as características do edifício como tijolo, ferro fundido e o aço, combinados com o design contemporâneo para criar um ambiente único, moderno e exclusivo.
Visite o site Andel's em Lodz - here

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Poltrona Tatu

Tatu poltrona criada pelo designer americano Aodh O Donnell. Dê uma olhada em todo o processo que ele fez para cria-la,é incrível o efeito visual.
Adorei!



Luminárias

Sempre achei que as Luminárias são como jóias, detalhe que faz grande diferença em um ambiente.Além de iluminar é um complemento completativo, uma bela escultura.


Luminária Soleil da Foscarini - Milão 2009


Pendente pingo Scatto Lampadario


uminária Ross da Artemide - Milão



Luminária cosmic leaf light lovegrove, da Artemide. Milão



Luminária Lua de Artur Alvarez - Milão.

Aquilo que nos deixa felizes

O luxo na arquitetura não é diferente do luxo na vida. Luxo é ter em sua casa,no seu trabalho aquilo que te deixa feliz.
Luxo são os espaços que te levam a respirar profundamente, a se espantar, a pensar, estranhar, se emocionar...
Pode-se tentar ser feliz com o mínimo, abolir os excessos, mas se para você o mínimo deve ser o máximo, pois que fique com muito. Luxo é não ter regras.
Luxo não é ter móveis "Bombé", "Délavé" ou "Flambe", mas pode eventualmente ser. Luxo é não ter vergonha de dizer que gosta quando gosta ou não sei quando não sabe. Luxo não é uma coleção de etiquetas de grife, mas tampouco é a camiseta branca básica. Luxo é poder misturar essas coisas naturalmente.
É não dever nada a ninguém.
Para alguns, luxo pode ser comprar um bilhete de primeira classe. Para mim, é devorar um quarteirão com queijo no aeroporto antes de embarcar em vez de comer a horrorosa comida que é servida.
Luxo é poder mudar seus planos a qualquer momento.
É ser independente, avulso, livre. É dizer não, é dizer sim, é dizer talvez, sempre que se queira.
É poder ficar mais um pouco, se tiver vontade.
Esta percepção é que é um luxo.

Texto da revista Vogue/2004